Em pronunciamento nesta quinta-feira (25), o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) comemorou a aprovação do PL 415/2020, projeto que prevê a regulação do Fundo Amazônia, atualmente regido por decreto presidencial. O texto, aprovado em decisão terminativa na Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado na quarta-feira (24), segue para análise na Câmara dos Deputados. Ele espera que a proposta seja aprovada rapidamente naquela Casa.
— O projeto busca dar mais segurança jurídica à atuação do Fundo Amazônia, com o objetivo de destinar o valor das doações recebidas em espécie a ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, visando, assim, sobretudo, à conservação e ao uso sustentável da Amazônia Legal.
Kajuru criticou a política ambiental do governo Bolsonaro. Na opinião dele, o país tem de sair do 'pesadelo ambiental' em que está. Ele citou números divulgados na semana passada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o desmatamento na Amazônia. De acordo com os dados, entre agosto de 2020 e julho de 2021, 13 mil quilômetros quadrados foram desmatados, número que representaria a destruição de 750 milhões de árvores na Amazônia Legal. O senador ressaltou que, nos três anos do atual governo, foram destruídos 34 mil quilômetros quadrados daquele bioma.
— A devastação aumenta à medida que são esvaziados os órgãos ambientais, proliferam as invasões nas reservas indígenas e são ampliadas as áreas de garimpo, entre outros descalabros.
O senador disse que os números registrados pelo Inpe foram encaminhados ao Executivo em outubro, mas foram mantidos em sigilo pelo governo até que se encerrasse a COP-26, a Conferência do Clima realizada no início de novembro em Glasgow, na Escócia.
— Quem vamos enganar com a falta de transparência? Nossas autoridades parecem desconhecer que hoje já vigora nova metodologia na elaboração do ranking dos países poluidores, que, antes, media apenas o gás carbônico derivado da queima de combustível fóssil. Houve a inclusão do desmatamento, que é a maior fonte de emissão do dióxido de carbono do nosso país. Com isso, o Brasil já ocupa o quatro lugar de poluidor do clima, atrás de Estados Unidos, China e Rússia.
Kajuru também afirmou que o Brasil não pode ignorar que a Comissão Europeia passou a exigir das empresas exportadoras a prova de que a cadeia de fornecedores não tem qualquer relação com o desflorestamento. Se isso não for observado, alertou ele, o agronegócio brasileiro poderá sofrer consequências econômicas, com a redução das vendas para o exterior.
Senado Federal Eleições: prazo para troca de candidatos se encerrou na segunda
Senado Federal Livraria do Senado vende mais de 20 mil livros na Bienal de São Paulo
Senado Federal Sem votação no Congresso, MP dos mototaxistas perde validade
Senado Federal Lei facilita financiamento para renovação de veículos de profissionais de transporte
Senado Federal Pesquisa apresentada em Conselho aponta alta taxa de depressão entre jornalistas
Senado Federal Especialistas defendem transparência e divergem sobre regulação das plataformas