O presidente do Senado Rodrigo Pacheco participou neste domingo (12) da celebração dos 40 anos de fundação do Memorial JK e do 119° aniversário de nascimento de Juscelino Kubitschek, falecido em 1976 num acidente automobilístico. O senador foi recebido pelos familiares do ex-presidente da República e em seu discurso apontou o conterrâneo de Minas Gerais como uma “verdadeira inspiração”.
— Uma pessoa com alma pública rara, que soube como poucos liderar esta nação em favor do bem comum, da estabilidade política e do desenvolvimento econômico — disse.
Rodrigo Pacheco destacou a trajetória política de JK como deputado federal, prefeito de Belo Horizonte e governador de Minas Gerais, antes de “mudar definitivamente o rumo da história do país”, que era essencialmente agrário e voltado para o mar, passando a nação industrializada e integrada, com a abertura de quase 18 mil quilômetros de rodovias.
Para Pacheco, o maior legado do ex-presidente foi o “ânimo conciliador”, a disposição para o diálogo e para a composição de forças e perspectivas.
— Juscelino Kubitschek colocou o Brasil acima de qualquer sentimento pessoal e pôde, assim, liderar um projeto de otimismo e confiança no coração dos brasileiros, um verdadeiro projeto de país.
O bisneto de JK, André Octávio Kubitschek, que é vice-presidente do Memorial, classificou o governo do ex-presidente como “um dos momentos mais férteis da história política do Brasil”.
— Foi o primeiro presidente eleito a traçar um plano de metas. Um programa que visava engrandecer o Brasil em cinco frentes: energia, educação, transporte, alimentação e indústria de base; além da mudança da capital [federal]. Homem de diálogo, soube conversar com todas as instâncias da República, honrando as regras democráticas e respeitando as letras da Constituição — ressaltou.
O evento ainda contou com a presença do governador do Distrito Federal, que também destacou o caráter democrático e conciliador de JK.
— É um dia de muita alegria, rememorar tudo aquilo que JK significou para o Brasil, rememorar esta cidade, que foi construída pela força de vontade do nosso presidente Juscelino Kubitschek.
O senador Irajá (PSD-TO), que é 1º secretário da Mesa Diretora do Senado, salientou o espirito desbravador de JK
— Enquanto alguns sonhavam que a capital federal pudesse induzir o desenvolvimento econômico na região Centro-Oeste, JK o fez, com atitudes, com convicções, através da sua articulação e do seu prestígio – afirmou.
Durante a solenidade, os parentes do ex-presidente e as autoridades presentes depositaram uma coroa de flores na câmara mortuária, em homenagem a JK.
Para marcar a data, também foram lançadas duas obras literárias como parte do evento. A primeira é voltada ao público infantil, e tem como título “De Nonô a JK”. O livro infantil é fruto de parceria entre o Memorial JK e a Secretaria de Cultura do Distrito Federal, comandada pelo jornalista Bartolomeu Rodrigues. A obra é composta ainda por um livro de colorir e uma pasta, e faz alusão ao apelido de infância de JK.
O outro livro é o terceiro volume da coletânea “Memórias do Brasil — Discursos de Juscelino Kubitschek”, uma compilação dos pronunciamentos feitos por ele em 1958. A publicação é do Conselho Editorial do Senado Federal (Cedit), presidido pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
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