Em pronunciamento, nesta terça-feira (29), o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) criticou a ida de senadores membros da CPI da Pandemia ao Rio de Janeiro, para ouvirem, numa reunião secreta, o ex-governador daquele estado, Wilson Witzel. Ele questionou a necessidade dessa diligência, já aprovada, quando, em sua opinião, o ex-governador poderia vir novamente a Brasília.
Girão lembrou que em seu comparecimento à comissão, Witzel teve a oportunidade de se defender das acusações que levaram ao seu impeachment em 30 de abril passado. No entanto, ao ser questionado por senadores sobre o desvio de dinheiro público, se retirou da reunião.
— Ele veio, passou três, quatro horas aqui neste ambiente, falando de tudo: política, milícia, o relator perguntando sobre situações internas, em nível nacional,.. Mas na hora que eu comecei a perguntar sobre corrupção, ele tirou o time — disse.
Girão afirmou que poderia ser feita uma diligência semelhante para ouvir Cristina Prestes, da empresa Hempcare Pharma, e Bruno Dauster, ex-chefe da Casa Civil da Bahia, envolvidos na compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste, que não foram entregues.
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