O projeto que modifica a área da Floresta Nacional de Brasília será votado pelo Plenário na próxima terça-feira (16). Do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), e tendo como relatora a senadora Leila Barros (Cidadania-DF), o PL 4.379/2020 constava da pauta desta quarta-feira (10), mas teve sua votação adiada diante de divergências no Plenário.
A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) apresentou um requerimento para que o projeto viesse a ser analisado pelas comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e de Meio Ambiente (CMA), antes de ser votado em Plenário. Ela argumentou que, considerando que as comissões estão voltando a funcionar, há a necessidade de o projeto ser avaliado de forma mais profunda.
— Além disso, há algumas questões que suscitam dúvidas sobre o patrimônio da União — argumentou Soraya Thronicke.
Leila Barros reconheceu a importância das comissões temáticas, mas defendeu a votação imediata do projeto. Leila disse que seu relatório teve o apoio de um grupo de trabalho com representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) e do Instituto Brasília Ambiental (Ibram). Izalci Lucas disse que o projeto interessa ao Distrito Federal e também fez um apelo em favor da votação.
Ao defender a votação da matéria, o senador Paulo Rocha (PT-PA) afirmou que o projeto é uma tentativa de dar uma solução aos problemas urbanos da região de Brasília. Ele disse que o fato de o autor e a relatora serem do Distrito Federal legitima a iniciativa.
O líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), sugeriu a retirada da matéria e a votação no Plenário na próxima terça-feira (16). Diante das divergências, o senador Romário (PL-RJ), presidente interino do Senado, acatou a sugestão de Fernando Bezerra. Romário disse considerar o tema relevante, mas polêmico.
O projeto de Izalci Lucas exclui 4 mil hectares (áreas 2 e 3) da Floresta Nacional de Brasília para fins de regularização fundiária urbana e estabelecimento de nova modalidade de unidade de conservação. O texto prevê ainda a expansão aproximada de cerca de 3,7 mil hectares (na Área 1) da Floresta de Brasília e a ampliação da Reserva Biológica da Contagem, que passa a ser recategorizada como Parque Nacional.
Leila Barros apresentou um substitutivo, destacando os loteamentos que já existem na região e ampliando a área da Reserva da Contagem. Segundo ela, dessa maneira, o Senado sinaliza, de modo contundente, que adota uma abordagem integrada e estratégica ambiental, embasada na técnica, na ciência, no debate político respeitoso e cordial, de que se espera apenas a maior efetividade dos mecanismos de gestão territorial.
Senado Federal CDH aprova indicação para que CCJ crie grupo de reforma do Judiciário
Senado Federal Eleições: prazo para troca de candidatos se encerrou na segunda
Senado Federal Livraria do Senado vende mais de 20 mil livros na Bienal de São Paulo
Senado Federal Sem votação no Congresso, MP dos mototaxistas perde validade
Senado Federal Lei facilita financiamento para renovação de veículos de profissionais de transporte
Senado Federal Pesquisa apresentada em Conselho aponta alta taxa de depressão entre jornalistas