Em pronunciamento, nesta quinta-feira (28), o senador Marcelo Castro (MDB-PI) defendeu a aprovação pelo Senado do projeto (PL 2.337/2021) que altera regras do Imposto de Renda, já aprovado pela Câmara dos Deputados. Para ele, a proposta é um avanço no caminho da justiça tributária, apesar de ser necessário fazer muito mais para trazer o mínimo de equidade nessa área.
O parlamentar lembrou que nos Estados Unidos, 60% de todos os impostos arrecadados têm como origem a renda e o patrimônio, e apenas 40% vêm do consumo. Já no Brasil, acontece exatamente o contrário.
— A grande fonte geradora de receita do nosso país é o consumo: 75% da arrecadação dos impostos do Brasil vem do consumo, e só 25% vêm do patrimônio e da renda, afirmou.
Ele disse que como o consumo é feito por todos – pobres, classe média e ricos -, “é evidente que os pobres e a classe média terminam contribuindo muito mais do que os ricos, porque são os ricos que têm muito patrimônio e muita renda”.
Marcelo Castro reclamou do fato de que os lucros e dividendos estarem isentos de impostos no Brasil, “o que não ocorre praticamente em lugar nenhum do mundo”. Por isso elogiou o projeto apresentado pelo governo, por pelo menos cobrar 15% de imposto de renda sobre lucros e dividendo, embora seja a metade do que os países da OCDE cobram, em média.
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