A primeira audiência pública do ciclo “Mercosul: ampliação e modernização” será realizada nesta quinta-feira (19), às 9h, pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). Os debates se nortearão nas discussões de dois temas complexos: redução da tarifa externa comum (TEC) e flexibilização das regras do bloco.
Atualmente formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, o Mercosul já teve em sua composição a Venezuela, suspensa desde 2017. São países associados a Bolívia, Chile, Colômbia, Guiana, Peru e Suriname.
O requerimento para a realização do ciclo de audiências foi apresentado pela presidente da CRE, senadora Kátia Abreu (PP-TO), para quem o Mercosul tem passado, nos últimos anos, por um processo de modernização, caracterizado pelo maior dinamismo da negociação de acordos comerciais com terceiros e pelo revigoramento da vertente econômico-comercial do bloco.
“No âmbito desse processo, encontram-se em discussão propostas sobre dois temas complexos, que podem afetar as relações entre os próprios membros do bloco e criar um impasse nos avanços da integração do Mercosul, sobretudo nos planos econômico-comercial e de inserção nas cadeias regionais e globais de produção”, expõe a senadora.
Participam da primeira audiência o ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco França; o ministro da Economia, Paulo Guedes; o ex-ministro das Relações Exteriores e Conselheiro Emérito do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) Celso Lafer; o embaixador do Uruguai no Brasil, Guillermo Valles Galmes e o gerente de Políticas de Integração Internacional da Confederação Nacional da Indústria, Fabrizio Sardelli Panzini.
No início de 2021, o Brasil propôs a primeira revisão da TEC, cuja média de alíquotas está em 13,4%. A proposta inicial de redução em 20%, defendida pelo ministro Paulo Guedes, foi suavizada em 10% para este ano e mais 10% para 2022, mas não foi aceita pela Argentina.
“A ideia encontra resistência da Argentina, em vista da situação econômica do país e do efeito sobre sua indústria, bem como da oposição de empresários nacionais pelo aumento do custo Brasil”, explica Kátia Abreu.
Também está em exame pelo bloco a proposta de flexibilizar as negociações comerciais do grupo regional com outros países, apresentada pelo Uruguai em abril deste ano. A regra altera o Tratado de Assunção ao atenuar a exigência de negociação conjunta, dos quatro países membros, por conta do status de união aduaneira do bloco.
“É importante ter a compreensão do alcance da proposta pelas implicações políticas que enseja, pois, na hipótese de sua aprovação, o Mercosul poderia deixar de ser uma união aduaneira estabelecida no Protocolo de Ouro Preto para transformar-se numa área de livre comércio, com a eliminação da TEC, em função de negociações individuais”, ressalta a presidente da CRE.
Senado Federal CDH aprova indicação para que CCJ crie grupo de reforma do Judiciário
Senado Federal Eleições: prazo para troca de candidatos se encerrou na segunda
Senado Federal Livraria do Senado vende mais de 20 mil livros na Bienal de São Paulo
Senado Federal Sem votação no Congresso, MP dos mototaxistas perde validade
Senado Federal Lei facilita financiamento para renovação de veículos de profissionais de transporte
Senado Federal Pesquisa apresentada em Conselho aponta alta taxa de depressão entre jornalistas