Em um pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (14), o senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou o governo brasileiro por declarações do presidente Lula a respeito do conflito entre palestinos e israelenses, as quais, segundo o parlamentar, demonstram apoio a grupos terroristas. Marinho afirmou que os argumentos do presidente da República "não representam o sentimento da nação brasileira":
— É uma pena assistirmos aos reiterados depoimentos do presidente [Lula] e daqueles que o cercam no sentido de relativizar os crimes cometidos pelos terroristas do Hamas e outros que são congêneres. E, ao mesmo tempo, eles afirmarem, por exemplo, que o que aconteceu no dia 8 de janeiro, uma população desarmada, composta de velhos, de crianças, esses sim são terroristas [...]. Essa dificuldade de conceitos que o presidente Lula demonstra é característica de quem leva muito mais em consideração o viés ideológico do que a civilização.
O senador ressaltou que declarações que equiparam "agressor e agredido" vão contra princípios básicos de acordos internacionais, como o direito à autodefesa. Para o senador, o posicionamento "ideológico" coloca o Brasil em situação de alinhamento com países de tradição antidemocrática, como Irã, Iraque e Síria.
— Quem é agredido tem o direito de se defender e não pode ser equiparado, não pode ser colocado no mesmo patamar de quem agride. Esse entendimento raso da geopolítica internacional deprime aqueles que ouvem e torna o Brasil parceiro de países que não têm tradição do ponto de vista democrático — enfatizou.
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